terça-feira, 14 de outubro de 2014

Clã / CORRENTE - Famalicão

Clã
Estão de volta com novo álbum – CORRENTE – e nova digressão
29 de Novembro | Sábado| 21h30| Grande  Auditório
Entrada: 12 Euros / Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 6 Euros
M/4
Duração: 70 m
É o regresso dos Clã aos palcos, seu elemento natural, onde sabemos que iremos encontrar o rigor, a irreverência e a energia desta banda, reconhecida pela excelência das suas apresentações ao vivo.
Mas é também o regresso dos Clã com novas canções, feitas em colaboração com os seus cúmplices Carlos Tê, Sérgio Godinho, Arnaldo Antunes, Regina Guimarães e John Ulhoa e ainda com os novos parceiros Nuno Prata e Samuel Úria. Neste novo trabalho, os Clã voltam a mostrar o seu enorme prazer na construção de canções e o desejo de explorar novos caminhos e sonoridades.

FICHA ARTÍSTICA
Manuela  Azevedo – voz
Hélder Gonçalves - guitarras
Miguel Ferreira - teclados
Pedro Biscaia - teclados
Pedro Rito - baixo
Fernando Gonçalves – bateria
Nélson Carvalho - som

Wilma Moutinho - iluminação

Gobi Bear

Gobi Bear
Música/ indie, folk, pop, rock
22 de Novembro | sábado | 23h00 | Café concerto
Entrada: 5 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural:2.5 Euros
M/3
Duração: 70 m
"Os acordes soltam-se por caminhos simples ou volteando por labirintos de distorções e, a guiá-los, segue uma voz meiga. Gobi Bear é um alter-ego, mais do que uma banda de um homem só. Deixa as cordas soar como querem e faz canções. Ao vivo, camufla-se no ambiente ou provoca-o com barulho. Sozinho, desliga-se do mundo para o recriar." BREVE DESCRIÇÃO: Gobi Bear é uma banda de um homem só construída em torno de loops. "Dare" é o quinto disco do Diogo, mas o primeiro com colaborações.
Contando com gente talentosa como J-K, Saitam, Daily Misconceptions, Ermo, Miguel K, The Love Making Of ou Sholt, "Dare" é um passo noutra direcção, onde o Urso experimenta novos estilos e instrumentos.

Manuel Alves

Álvaro Pereira (Violino) e Pedro Emanuel Pereira (Piano) em concerto na CdA de Famalicão

Concerto de Violino e Piano
Álvaro Pereira (Violino) e Pedro Emanuel Pereira (Piano)
De Moscovo até Famalicão
Música erudita
22 de Novembro | Sábado| 21h30| Grande  Auditório
Entrada: 8 Euros / Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 4 Euros
M/3
Duração: 90m (com Intervalo)

Programa:
Joly Braga Santos (1924-1988): Nocturno nº1 para violino e piano (dedicado a Silva Pereira)
César Franck (1822-1890): Sonata para violino e piano em Lá maior
                              I. Allegretto ben moderato
                              II. Allegro
                              III. Ben-moderato - Recitative-Fantasia
                              IV. Allegro poco mosso

INTERVALO
Dimitry Schostakovich (1906-1975) : 4 Prelúdios op. 34 para violino e piano (arr. Dmitry Tsyganov)
Sergey Prokofiev (1891-1953): Sonata para violino e piano nº2 , op. 94
                                       I. Moderato
                                       II. Presto - poco piu mosso del - Tempo I
                                       III. Andante

                                       IV. Allegro con brio - poco meno mosso- Tempo I - poco                                           meno mosso - Allegro con brio

OS MAIAS Cenas da Vida Romântica de João Botelho

OS MAIAS Cenas da Vida Romântica de João Botelho
Sessão com a presença de João Botelho
Parceria entre Cineclube de Joane e Casa das Artes
15 de Novembro | Sábado| 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 4 EUROS
M/12
Duração: 135 m
https://www.facebook.com/osmaiasbotelho
http://www.ardefilmes.org/osmaias/

Portugal, séc. XIX. Afonso da Maia casa com Maria Eduarda Runa e deste casamento resulta Pedro, um rapaz nervoso e instável, superprotegido pela mãe. Ainda jovem, Pedro conhece Maria Monforte, por quem se apaixona e com quem casa, mesmo a contragosto da família. Da relação entre os dois nasce Carlos Eduardo e Maria Eduarda. Alguns anos depois, Maria Monforte apaixona-se por um italiano e foge com ele para Itália, levando a filha consigo. Incapaz de lidar com a traição, Pedro, destroçado, comete suicídio. Carlos, ainda pequeno, cresce e é entregue aos cuidados do avô, com quem cria laços profundos. Passam-se vários anos. Carlos forma-se em medicina pela Universidade de Coimbra e vai viver com o avô para Lisboa, na velha mansão dos Maia. Até que conhece Maria Eduarda, uma mulher bela e cheia de mistérios que acabou de chegar à capital. A paixão é recíproca e eles vivem, durante meses, um amor cego, não imaginando o terrível pecado que estavam a cometer.
Com argumento e realização de João Botelho (“A Corte do Norte”, “Filme do Desassossego”), esta é a primeira adaptação cinematográfica da obra homónima de Eça de Queirós, considerada uma das mais importantes da literatura portuguesa. O elenco é formado por 52 actores, entre os quais João Perry (Afonso de Maia), Graciano Dias (Carlos da Maia), a actriz brasileira Maria Flor (Maria Eduarda), Pedro Inês (João da Ega), Pedro Lacerda (Thomaz d’Alencar), Adriano Luz (Conde de Gouvarinho), Ana Moreira (Maria Eduarda Runa), Rui Morrison (Vilaça), Rita Blanco (D. Maria da Cunha), Catarina Wallenstein (Maria Monforte) ou Pedro Inês (João da Ega). A voz narrada de Eça de Queirós é a do barítono Jorge Vaz de Carvalho.

Título original: Os Maias – Cenas da Vida Romântica (Portugal, 2014, 135 min.)
Realização: João Botelho
Interpretação: Graciano Dias, Maria Flor, Pedro Inês, Hugo Amaro, João Perry, Maria João Pinho, Adriano Luz, Marcello Urgeghe

Romeu e Julieta, encontro desencontro na Casa das Artes de Famalicão

Romeu e Julieta, encontro desencontro
Direção e Coreografia BENVINDO FONSECA
Interpretação de Gonçalo Andrade Nélia Pinheiro (bailarinos), Ana Dias (harpa), Hugo Fernandes (violoncelo), música original pelo Maestro Cesar Viana.
Dança
14 de Novembro | Sexta| 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 10 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 5 Euros
M/6
Duração: 60 m
O incognoscível, onde invoco das profundezas da minha alma as visões e memórias que estão para além do visível e do verbal, a dança no seu lado mais lúdico e sensorial, a música de Prokofief, particularmente a obra “Romeu e Julieta”. O mundo enigmático das emoções, que juntou os dois personagens, assim como o amor incompreendido e impendido por terceiros, onde muitos de nós encontramos identificação.
Foi a base e a inspiração para este meu, nosso “Romeu e Julieta”.
Foquei-me na sincronicidade no encontro, no desencontro, no baile, nas famílias antagônicas, na cena do balcão (noite de amor), no desgosto, e no final na cripta,
Apoiei-me em simbolismos para decifrar e ajudar na trama.
Elementos da natureza (esses bem portugueses), desde paisagens alentejanas ao crepúsculo, a flores, assim como imagens de auroras boreais.
Onde um dos símbolos mais marcantes é a Rosa, e que a sua beleza jamais feneça: “quanto mais a desabrochada rosa se desfolhar sob a ação do tempo, ao menos que a tenra herdeira possa perdurar na sua saudade”.
Benvindo Fonseca
Ficha artística e técnica
Direção | Coreografia BENVINDO FONSECA
Bailarinos GONÇALO ANDRADE e NÉLIA PINHEIRO
Musica Original Maestro CESAR VIANA
Musica excertos da obra “Romeu e Julieta” de Prokofiev
Músicos (no vídeo) ANA DIAS (Harpa) e
Hugo Fernandes (Violoncelo)
Cenografia Carmo Garcia
Vídeo Lourenço Viana
Figurinos LIDIJA KOLOVRAT
Desenho de Luz PAULO GRAÇA
Assistente do coreografo Isadora Ribeiro
Direção técnica PEDRO BILOU
Técnico FERNANDO DIAS
Direção de Produção RAFAEL LEITÃO

Produção CDCE 2013

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

The CityZens em Casa....

The CityZens
Música/Blues Rock, Indie Soul Rock, Garage e Surf rock.
8 de Novembro | sábado | 23 h00 | Café concerto
Entrada: 5 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural:2.5 Euros
M/3
Duração: 70 m

Num momento em que se encontra a preparar a gravação do seu primeiro álbum, o trio famalicense The CityZens apresenta-se ao vivo na Casa das Artes.
A banda mostra os temas que fazem parte do seu primeiro e homónimo EP e toca aqueles que farão parte do primeiro longa duração, que tem edição prevista para o início de 2015.

Formado, por Jorge Humberto (guitarras e voz), Luís Ribeiro (baixo) e Rui Pedro ferreira (bateria) em Vila nova de Famalicão em 2013,” The Cityzens” cruza os universos, Blues Rock, Indie Soul Rock, Garage e Surf rock.

QUOTIDIANO - Coprodução Fértil / Casa das Artes V. N. Famalicão | Estreia

QUOTIDIANO Estreia
Coprodução Fértil / Casa das Artes V. N. Famalicão
Teatro
6 de Novembro |Quinta | 16h00 |Público escolar ( inscrição Prévia)
7 e 8 de Novembro | sexta e sábado| 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 7 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 3.5 Euros
M/12
Duração: 60 m
Sinopse
O sonho que interroga o quotidiano (criação humana que nos manipula), pondo-o em causa criando novas formas e não-formas. O encontro entre objectos, entre corpos, e entre ambos que nos proporcionam novas imagens de uma realidade poética e livre. Da criação à morte a mutação de corpos que encarnam o amor mais forte do que a razão. Do acaso ao caso através da movimentação espontânea e automática. Inspirado no surrealismo português, com destaque à obra de Artur Cruzeiro Seixas, este espectáculo pretende uma representação em tempo real de um pensamento perpetuado no infinito.

Ficha Artística
Criação e Interpretação Neusa Fangueiro e Rui Alves Leitão
Cenografia Sandra Neves
Costureira Carmo Alves
Desenho de luz Paulo Neto
Fotografia Duarte Costa e Rui Alves Leitão
Vídeo Duarte Costa
Co-produção Fértil / Casa das Artes V. N. Famalicão
Parceria Fundação Cupertino Miranda

Agradecimento especial ao Mestre Artur Cruzeiro Seixas

GLAUCO "Azul Estranho"- na Casa das Artes de V.N. Famalicão

GLAUCO "Azul Estranho"
Música/Jazz
1 de Novembro | sábado | 22h30 | Café concerto
Entrada: 5 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural:2.5 Euros
M/3
Duração: 70 m
http://www.glaucoband.com
Um projecto musical criado e desenvolvido por André NO, David Estêvão e Paulo Costa desde 2006. Influenciado por diversos estilos musicais, o trio instrumental realiza um trabalho de composição que evoca ambientes jazzísticos de uma urbanidade exótica e orgânica. A improvisação é uma qualidade espontânea na interpretação dos temas, que tem grande importância por permitir o diálogo natural e simples entre os músicos. Resulta numa sonoridade instrumental que sugere uma certa sensorialidade e associações visuais, imagens imprecisas e desfocadas ou mais nítidas, que são tocadas pela (in)tensão dos movimentos.

André NO: bateria e percussão
David Estêvão: contrabaixo
Paulo Costa: vibrafone e steel drums

Exposição de Pintura de Emanuel Sousa

De 5 a 30 de Novembro, Foyer 

Uma parceria entre Casa das Artes e Espaço Mude.
Exposição de Pintura de Emanuel Sousa
Titulo: "volta para a tua terra" - os rostos da imigração.

“Volta para a tua terra”, oiço as palavras a estilhaçar-me os dentes. Como se fosse simples para mim mudar-me para onde os rostos são diferentes, a comida não tem os sabores com que cresci, onde as pessoas falam com uma língua tão estranha ao meu pensar. Como se eu já não me sentisse, mesmo volvidos anos, como algo de fora, alienígena, a aprender de novo a ser. Como se aturasse de ânimo leve os olhares de esguelha irredutíveis, os preconceitos de quem fará sempre questão de me lembrar que sou um estranho em terra estranha. Como se... enfim.
Como se, francamente, houvesse ainda uma terra para a qual voltar. Mas então ninguém ouviu dizer? A minha terra está maninha e estéril. Sim, eu bem sei que tempos houve em que os meus pais a cultivaram com amor, cavando nela carinhosamente sulcos para as sementes de um futuro melhor, prontas a florir quando eu crescesse. Mas não sei bem o que aconteceu. Quando chegou a minha vez de a trabalhar, toda a minha terra estava já gretada, seca. Só urtigas e outras ervas daninhas conseguem lá crescer. E ninguém sabe como nem por onde começar a arrancá-las para fazer com que o trabalho dos meus pais não tenha sido em vão. Sei apenas que nada de meu consegue germinar ali.
E afinal de contas, aqui nem se vive mal. A terra, essa, não discrimina, e deixa-me crescer. Por enquanto, ainda é fértil, mais que a minha, pelo menos, e aos poucos, sinto-me a criar raízes e a estender os meus braços, e quando dou por isso, vejo-me com toda uma nova vida, novas amizades, novos horizontes, novos amores. Um dia, quem sabe, deixarei aqui sementes, nem daqui nem dali, para quem a minha terra não será mais que aquele lugar aonde se regressa uma vez por ano, tão estranho como este o foi para mim. Talvez a minha terra seja não o lugar que me gerou, mas o lugar onde me fiz. Se calhar é aqui que devo estar.
Mas por mais voltas que dê, nada apaga a saudade dos que ficam. Dos que reencontro sempre anos mais velhos a cada dia que os vejo. Dos que vou perdendo numa vida que corre a dois tempos; e é talvez por isso que se me estilhaçam os dentes cada vez que leio a súplica nos seus olhos. “Volta”, parecem-me eles silenciosamente pedir enquanto me abraçam e desejam boa viagem, “por favor. Volta para a tua terra.”